skip to Main Content

História da Inteligência Artificial (IA)

Há mais de séculos, ou até mesmo, milênios, a sociedade busca mecanismos capazes de imitar a inteligência humana. O estudo da inteligência teve seu início há mais de 2.000 anos com os filósofos que buscavam entender como funcionavam os processos de aprendizados, visão, lembranças e raciocínios. 

Um exemplo foi Aristóteles (384 – 322 a.C.), o qual desenvolveu um sistema informal de silogismos para raciocínio, que através de premissas, geravam conclusões. 

 A automação da computação veio como conceito inicial através de Leonardo da Vinci (1452 – 1519), quando projetou uma calculadora mecânica, sendo que reconstruções recentes validaram sua funcionalidade. 

Muito tempo depois em 1956, quando John McCarthy se reuniu no campus de Dartmouth College, em New Hampshire, com alguns cientistas computacionais como Oliver Selfridge, Marvin Minsky e Trenchard More interessados em autômatos, redes neurais e estudo da inteligência para passar dois meses estudando sobre como a inteligência poderia ser descrita a ponto de que uma máquina pudesse simulá-la.

Esse verão reuniu grandes pesquisadores que tiveram relevância nesse campo de estudo nos próximos anos. 

O teste de Turing 

Nos anos 50, o cientista computacional Alan Turing propôs um teste com o intuito de responder se as máquinas de fato poderiam pensar.

Para solucionar este problema, ele propôs o “jogo da imitação”. Na versão “humana” participavam três pessoas, uma pessoa precisaria adivinhar quem era o homem e quem era a mulher num contexto de perguntas e respostas, onde um mediador trazia as respostas e o participante não podia ver quem respondia e nem ter acesso direto às respostas deles.  

O que diferenciou na versão de Turing, é que ele substituiu um dos participantes por uma máquina.

Assim, se não descobrissem entre os respondentes quem era o homem e quem era a máquina, seria considerada inteligente a máquina. Diante desse jogo, Turing traz um novo conceito para a ciência cognitiva por meio de um teste, o qual trouxe um desdobramento significativo para os primórdios da inteligência artificial simbólica. 

Mas afinal, o que é Inteligência Artificial? 

Hoje, a IA é um ramo da ciência da computação (não exclusivo) que tem o intuito de fazer com que as máquinas se comportem de forma inteligente.  

A inteligência artificial está ligada a diferentes tecnologias que podem ser integradas de várias maneiras que podem ser capazes de: 

  • Perceber: funcionalidades de aquisição e processamento de imagens, sons e voz, como por exemplo a visão computacional e processamento de áudios;  
  • Compreender: processamento de linguagem natural e mecanismos que entendem e analisam as informações, que são os casos de traduções de idiomas;  
  • Agir: através de tecnologias, os sistemas de IA são capazes de adotar ações no mundo real, como o piloto automático. 

Por ser muito ampla em relação aos seus estudos, a IA também está relacionada com a psicologia, biologia, lógica matemática, linguística, engenharia, filosofia, entre outras áreas científicas. 

Marcos da IA 

Anos 50

Arthur Samuel, engenheiro da MIT que trabalhava num projeto para criar máquinas autônomas, criou o termo “machine learning”, que descreveu como “um campo de estudo que dá aos computadores a habilidade de aprender sem terem sido programados para tal”. 

Anos 60

Também criada pela MIT, ELIZA foi uma iniciativa que buscava simular uma conversa entre humanos e máquinas.

Ela foi programada para ser uma psicóloga, através de diálogos com usuários humanos que interagiam com ela, usando respostas baseadas em palavras-chave e estrutura sintática. 

Shakey – foi criado o primeiro robô móvel que era capaz de raciocinar sobre suas próprias ações, quebrando comandos complexos em menores para assim, realizar ações sem instruções do homem.

Dá uma olhada no vídeo para conhecer ele! 

Entre 70 e 80

O “inverno da inteligência artificial” foi uma época com poucas novidades para esse campo de estudo e cortes de investimentos. 

A área se reinventa com Edward Feigenbaum, que traz os sistemas especialistas, os quais são softwares que se especializam em determinado campo e realizam atividades complexas e específicas sobre determinado assunto. Esse novo conceito de IA faz com que se aproximem mais do mercado corporativo, se tornando essencial seu uso. 

Anos 90

O computador, Deep Blue da IBM, vence o campeão soviético de xadrez, Garry Kasparov.

A máquina adotava um método de cálculo que analisava as possibilidades, prevendo respostas e sugerindo os melhores movimentos. 

Até aqui, trouxe um breve contexto da IA e seus grandes marcos até os anos 90. Caso queiram conferir toda a timeline, recomendo esse vídeo do canal TecMundo. 

Logo mais, vou trazer aqui como a IA está evoluindo nos dias atuais e como ela está se relacionando com a robótica humanoide, postei um artigo semana passada sobre os robôs, confira aqui. 

Até mais, galera 😉

Sobre a autora

Flávia Oliveira trabalha com parcerias estratégias no ANYMARKET, unidade da DB1 Global Software.

É formada em Administração e atualmente é mestranda em Inovação e Propriedade Intelectual pela UEM. Se interessa por inovação, comportamentos e culturas.

Evolução Dos Robôs

Criação, evolução e futuro dos robôs

E aí, quando você para e pensa num robô, a imagem que costuma vir na sua cabeça está relacionada às referências dos desenhos, filmes e séries que já assistiu? 

Não é para menos – desde pequenos todos estamos em contato com eles, como a robô “Rosie” dos Jetsons, ou nos clássicos como “Perdidos no Espaço” e “I.A – Inteligência Artificial”…

 Hoje damos inicio à Trilha de Robótica e IA – onde vamos abordar temas a respeito da história da robótica, desenvolvimento da inteligência artificial e previsões de como essa tecnologia irá se desenvolver.

Vamos lá!

História 

A concepção real do robô foi numa peça teatral pelo dramaturgo tcheco, Karel Čapek, nos anos 20

É isso mesmo, há quase um século, Capek trouxe na dramaturgia a história de um cientista que criou uma máquina inteligente para realizar as tarefas mais difíceis do homem, e diante dessa pira toda… a máquina se revolta contra ele

 Isso é muito Black Mirror desde os anos 20, ein! 

Anos depois, surge novamente a referência do robô na dramaturgia, só que agora nos cinemas: “Eu, robô”.  

O conto foi escrito por Isaac Asimov e além de representar na ficção robôs que simulados no mundo real reproduziam comportamento humano programados pelo homem, ele também incorporou três leis FUNDAMENTAIS para a ciência da robótica, as quais para muitos pesquisadores, até hoje fazem total sentido. 

  • 1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.  
  • 2ª lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.  
  • 3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis. 

A partir daí, foi dado o start para a evolução da robótica no mundo. 

 Vou te contar um pouco mais. 

A evolução da robótica 

Robôs Industriais

Robôs - robô industrial

Os primeiros foram robôs voltados à produção, fábricas

Eles exigiam total controle do homem na sua programação, estavam lá para cumprir funções. Esses robôs estavam longe do que podíamos imaginar como “robô inteligente”. 

Para isso, seria necessário aumentar a sua complexidade, trazendo mobilidade e sensoriamento, por exemplo. 

Robôs móveis 

A partir dos robôs industriais, surgem os robôs móveis.  

Robôs - robô móvel

Esses podem ser usados para várias tarefas, como: transporte de peças em indústria até à exploração de locais perigosos como ambientes espaciais, por exemplo. 

O robô móvel é livre para se mover em todas as direções, assim para seu controle é exigido outras tecnologias importantes, como o sensoriamento. 

O complemento entre inteligência artificial e robótica mudou de maneira radical com o surgimento dos robôs móveis. 

Robôs humanoides 

Ao tentar aumentar o nível de inteligência dos robôs, surgem os primeiros protótipos humanoides, dando início à robótica cognitiva.  

Para que um robô se tornasse humanoide era preciso que ele tivesse comportamentos parecidos com dos humanos.  

Para os pesquisadores do MIT, 4 fatores foram considerados importantes para orientar as pesquisas dos robôs:

  •  Desenvolvimento incremental da inteligência
  • Interação do robô com seu ambiente
  • Interação Social
  • Integração multi-modal
Robôs Honda Asimo
Asimo – Honda

Dá uma olhada aqui em alguns robôs humanoides que chamaram a atenção geral na época 😉 

Robô COG 

Desenvolvido pelo MIT, um dos mais famosos robôs humanoides é o “Cog”. Ele é capaz de reproduzir um torso humano com cabeça e seus movimentos aproximam dos movimentos humanos além de possuir vários sistemas sensoriais

Olha que legal esse vídeo do Cog aprendendo e executando tarefas. 

Honda Asimo  2000 

Este robô é fruto de uma linha de desenvolvimento de robôs humanoides da Honda. O foco deles foi criar um robô capaz de andar, se deslocar em ambientes domésticos, desviando de objetos e pessoas. 

 Para conseguir um andar estável, ele foi construído de modo em que não caísse quando o chão fosse inclinado, e também que fosse capaz de subir e descer escadas. 

Para saber mais, confiram o artigo do Ricardo Ribeiro Gudwinondeele traz uma análise completa! 

 Chegamos à era dos robôs bípedes! 

Robôs do futuro 

Hoje vimos um breve contexto histórico sobre a evolução dos robôs. 

 Ao escrever esse artigo, lembrei de algumas matérias sobre previsões que gostaria de compartilhar.  

Uma delas são as previsões que Asimov fez para 2019… sim! O cara que criou a teoria da robótica que citei no início, publicou no jornal The Star of Canada em 1983, previsões de como seria o mundo esse ano.  

Isso me fez pensar que se parte do que ele pensou de fato aconteceu/está acontecendo… como ficará a questão dos robôs humanoides? Eles de fato vão respeitar as leis que ele propôs?  

A MIT Technology Review questionou o Bill Gates sobre algumas invenções que ele acredita que irão mudar o mundo para melhor. Entre elas, ele cita a “Destreza Robótica” 

Bill Gates acredita que segurar objetos como os humanos fazem ainda é um grande desafio para a robótica. Assim, ele acredita que em breve essa funcionalidade sairá do mundo virtual para o real. 

Também tem esse TED do Marc Raibert, fundador da Boston Dynamics, que está desenvolvendo robôs incríveis! Muito show! 

Hoje tivemos uma prévia sobre esse mundo da robótica. Logo mais, estarei aqui para falar de uma outra tecnologia, que surgiu na mesma época que a robótica, mas com métodos e objetivos diferentes… 

 Só que na imaginação humana, as duas sempre andaram juntas: Inteligência Artificial 😉 

Até mais! 

Sobre a autora

Flávia Oliveira trabalha com parcerias estratégias no ANYMARKET, unidade da DB1 Global Software.

É formada em Administração e atualmente é mestranda em Inovação e Propriedade Intelectual pela UEM. Se interessa por inovação, comportamentos e culturas.

Back To Top
×Close search
Buscar